29/01/2013

Estado deve assumir Santa Casa até o fim de fevereiro

Roberto Engler

Secretário de Saúde confirma opção de estadualização do hospital

 

29/01/2013 - A Santa Casa de Franca deve passar a ser administrada pelo Governo do Estado de São Paulo em até 30 dias. Esta foi a previsão feita pelo secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, ao deputado estadual Roberto Engler (PSDB), durante audiência realizada hoje (29), em São Paulo.
O secretário revelou a Engler que “estadualizar” a Santa Casa é prioridade para sanear o sistema de Saúde da região. “Não temos um hospital público ali (região de Franca)”. Confirmou ainda que assumir a Santa Casa seria mais vantajoso do que construir uma nova unidade, mais cara e mais demorada.
Pelo modelo de transferência de gestão que está sendo debatido entre técnicos da Secretaria e da Santa Casa, o Governo do Estado deve responder pelas contas do hospital a partir do dia em que a troca de comando seja efetivada. As dívidas existentes serão saneadas pela fundação.
“Como todos sabem, a Santa Casa tem débitos acumulados e esse passivo, é claro, não será apagado de uma hora para outra. De acordo com o secretário, mecanismos que permitam gerenciar estas pendências, inclusive com a participação da Prefeitura de Franca, estão sendo definidos”, disse Engler.
Assim que o acordo esteja totalmente costurado, o anúncio oficial da “estadualização” da Santa Casa será feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). “Será, sem dúvida, um momento de comemoração propiciado por aquele que autorizou a medida, o nosso governador Geraldo Alckmin”, afirmou o deputado.
“Até pouco tempo, havia quem defendesse um novo hospital em Franca, fizesse barulho, abaixo-assinado. Outros preferiam atacar a Santa Casa e fazer previsões catastróficas. A transformação da Santa Casa em um hospital público regional é a medida mais correta”, defendeu Engler. “Do ponto de vista do melhor atendimento à população de Franca e região, que inclui o tratamento dos pacientes, a garantia de medicamentos, a tranqüilidade do corpo médico e dos demais funcionários, a chancela do Estado é um sinal de que as atribulações financeiras deixarão de ocorrer”, completou.