29/07/2020

Água do Sapucaí deve abastecer Complexo Aeroporto já em 2021

Obra reiniciada tem investimento total superior a R$ 200 milhões

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Imagem de satélite mostra parte da região do Complexo do Aeroporto, em Franca

A água proveniente do novo sistema de captação no Rio Sapucaí-Mirim deve abastecer casas dos bairros que formam o Complexo do Aeroporto, em Franca, já em 2021. Essa previsão foi confirmada pela Sabesp ao deputado estadual Roberto Engler (PSB) nesta semana.


A informação partiu do gerente do Departamento Distrital de Franca, Rui Engrácia Garcia Caluz, que participou de reunião online com o parlamentar. De acordo com Caluz, a maior parte do que resta a ser feito para a conclusão do sistema de captação passa pela interligação entre captação, estações e reservatórios, por meio de adutoras.


“Conforme as obras avancem, essa interligação vai se aproximar da zona urbana de Franca vinda da região sul e, por isso, os primeiros bairros beneficiados devem ser os do Complexo do Aeroporto e proximidades”, disse o deputado estadual Roberto Engler.


“Segundo o amigo Rui Engrácia, esse pode ser um reforço importante até mesmo para amenizar qualquer eventual dificuldade provocada pela temporada de estiagem já a partir do ano que vem”, completou Roberto Engler.


Paralisada há cerca de três anos, a construção do novo sistema de captação de água de Franca foi retomada no início deste mês e contou com intervenções realizadas pelo deputado Roberto Engler para isso. A obra tem prazo de 720 dias para sua conclusão. 


Nesta etapa final, serão gastos cerca de R$ 33,2 milhões, garantindo abastecimento para Franca e Restinga pelas próximas décadas. No total, o Sistema Produtor do Sapucaí-Mirim representa investimento superior a R$ 200 milhões.


A obra inclui a construção de uma nova captação de mais de mil litros de água por segundo, de três estações elevatórias de água bruta, de uma estação de tratamento de água, de quatro estações elevatórias de água tratada, de três reservatórios, de mais de 30 quilômetros de adutoras, de sistema de recalque e processamento do lodo gerado pela estação de tratamento, com uma estação elevatória e 7 km de adutoras, e de 10,5 quilômetros de linhas de transmissão de energia