31/01/2019

Lei oficializa homenagem a promotor francano

Doutor Wiliam Wanderley Jorge dá nome a trevo da Rodovia Cândido Portinari

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Roberto Engler é o autor da lei que homenageia Wiliam Wanderley Jorge

Publicada no Diário Oficial de quarta-feira (30), a Lei Estadual 15.935/2019, de autoria do deputado estadual Roberto Engler (PSB), oficializa homenagem ao Doutor Wiliam Wanderley Jorge, dando seu nome a trevo da Rodovia Cândido Portinari, em Cristais Paulista. 

A norma tem origem no projeto 525/2016. O dispositivo de acesso e retorno se localiza na altura do quilômetro 414,3 da Cândido Portinari.

“Wiliam Wanderley Jorge foi meu amigo desde a infância. Acompanhei, com admiração, não apenas a sua respeitada carreira construída no ramo do Direito, mas também a sua postura digna como marido, pai, avô. Fico feliz, pois é uma homenagem bastante merecida”, disse o deputado estadual Roberto Engler.


BIOGRAFIA
Doutor Wiliam Wanderley Jorge construiu respeitada carreira no Direito, como promotor, procurador, advogado, jurista, professor, escritor. Nascido em Franca, no dia 16 de dezembro de 1940, filho de Taufick Jorge e Lidia Zanuzzi Jorge, foi aluno brilhante ao longo da formação escolar inicial e graduou-se em Direito.

Iniciou, na década de 1960, carreira de 30 anos como Promotor de Justiça do Estado de São Paulo. Atuou em Franca e em outras oito cidades antes de ser promovido a Procurador de Justiça, cargo que exerceu com maestria por mais 13 anos. Foi membro do Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça e foi agraciado com o Colar do Mérito Institucional do Ministério Público de São Paulo.

Wiliam foi casado por 43 anos com Maida Lemos Jorge, com quem teve cinco filhos, Plínio, Murilo, André, Estevão e Rossana, que lhes deram sete netos, Alice, Mariana, Lucca, Luiza, Júlia, Rafael e Maria Clara. 

Na área acadêmica, Wiliam Wanderley Jorge alcançou destaque similar ao obtido no Ministério Público, com trajetória de 46 anos como docente. Foi professor de Direito Penal da Faculdade de Direito Laudo de Camargo, em Ribeirão Preto, da Faculdade de Direito de Franca e da Fadisp (Faculdade de Direito Autônoma de São Paulo). Coordenou a pós-graduação em Direito Penal da Fadisp e foi diretor, entre 1993 e 1995, da Faculdade de Direito de Franca. Publicou também oito diferentes livros na área do Direito Penal, entre as décadas de 1980 e de 2000.

Nos últimos anos de vida, manteve-se como docente e exerceu a advocacia em escritório fundado em conjunto com seus filhos, na capital paulista. Lá, faleceu, aos 73 anos, deixando saudade na família e uma história de vida admirável.