25/06/2018

Frente Parlamentar avalia Educação Inclusiva na Rede Estadual de Ensino

Órgão ouviu profissionais e familiares de pessoas com Síndrome de Down

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Roberto Engler e João Cury, folheando relatório da Frente Parlamentar de Conscientização sobre a Síndrome de Down

A Frente Parlamentar de Conscientização sobre a Síndrome de Down, coordenada pelo deputado estadual Roberto Engler (PSB) na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, buscou avaliar as ações de Educação Inclusiva na Rede Estadual de Ensino. O resultado do levantamento feito pelo órgão foi entregue ao governador Márcio França (PSB) e ao secretário estadual da Educação, João Cury.


Questionário elaborado pela Frente Parlamentar de Conscientização sobre a Síndrome de Down, com apoio de especialistas em Educação Inclusiva, abordou a atual situação da Rede Estadual de Ensino e tentou identificar pontos prioritários a serem aprimorados.


Três perguntas dissertativas e uma objetiva foram respondidas por dezenas de pais e mães, professores, psicólogos, fisioterapeutas, educadores - entre outros profissionais - diretamente ligados à Educação e ao convívio diário com pessoas com Síndrome de Down.


As respostas, com suas críticas, elogios e sugestões, foram organizadas em um relatório, fruto dessa contribuição coletiva, intitulado “Avaliação da Inclusão Escolar na Rede Estadual de Ensino Quanto ao Aluno com Síndrome de Down: Avanços e Perspectivas” (confira o documento aqui). Nele, há considerações sobre educação inclusiva, educação especial e inclusão escolar e sobre a legislação e a realidade em volta do tema da inclusão.


No documento, foram feitos ainda sugestões para melhorar as ações do Governo de São Paulo. Esses apontamentos foram divididos em três eixos principais: a) o acesso e permanência do aluno com Síndrome de Down na Rede Estadual de Ensino; b) saber fazer para fazer melhor; e c) articulação entre recursos humanos e seus saberes.


“Todo esse trabalho de coleta e análise se estendeu por mais de seis meses e o resultado foi repassado ao governador Márcio França e ao secretário João Cury. A intenção é que esse documento possa ser analisado pelas pessoas diretamente ligadas ao tema da Inclusão Escolar dentro do Governo, na esperança de que, de alguma forma, possa estimular avanços”, disse o deputado estadual Roberto Engler.



A FRENTE PARLAMENTAR

Cinquenta deputados estaduais fazem parte da Frente Parlamentar de Conscientização sobre a Síndrome de Down, que é coordenada pelo deputado estadual Roberto Engler e tem o deputado estadual Carlos Neder (PT) como seu vice-coordenador. 


Os deputados Luiz Carlos Gondim (SD) e Celso Nascimento (PSC), na condição de membros efetivos, e os deputados Adilson Rossi (PSB), Afonso Lobato (PV), Aldo Demarchi (DEM), Antonio Salim Curiati (PP), Beth Sahão (PT), Caio França (PSB), Carlos Giannazi (PSOL), Cássio Navarro (PSDB), Célia Leão (PSDB), Chico Sardelli (PV), Clélia Gomes (Avante), Coronel Camilo (PSD), Coronel Telhada (PP), Doutor Ulysses (PV), Ed Thomas (PSB), Edmir Chedid (DEM), Edson Giriboni (PV), Enio Tatto (PT), Gil Lancaster (PSB), Gileno Gomes (PROS), Gilmar Gimenez (PSDB), Itamar Borges (MDB), João Caramez (PSB), Jooji Hato (MDB), José Américo (PT), José Zico Prado (PT), Leci Brandão (PCdoB), Luiz Fernando T. Ferreira (PT), Márcia Lia (PT), Marco Vinholi (PSDB), Marcos Damasio (PR), Marcos Zerbini (PSDB), Paulo Correa (Patriota), Pedro Kaká (Pode), Pedro Tobias (PSDB), Professor Auriel (PT), Ramalho da Construção (PSDB), Raul Marcelo (PSOL), Reinaldo Alguz (PV), Ricardo Madalena (PR), Roberto Massafera (PSDB), Roberto Morais (PPS), Roberto Tripoli (PV), Teonílio Barba (PT), Wellington Moura (PRB) e Welson Gasparini (PSDB), como apoiadores, compõem a Frente Parlamentar de Conscientização sobre a Síndrome de Down.



SOBRE A SÍNDROME DE DOWN*

A Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Não se sabe ao certo por que isso acontece.  


Alterações provocadas pelo excesso de material genético no cromossomo 21 determinam as características típicas da síndrome, como olhos oblíquos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado, mãos menores com dedos mais curtos, prega palmar única, orelhas pequenas, dificuldades motoras, atraso na articulação da fala e, em 50% dos casos, cardiopatias. Pode acarretar também aprendizagem mais lenta.


O diagnóstico da Síndrome de Down pode ocorrer ainda durante a gestação, por meio do ultra-som morfológico fetal para avaliar a translucência nucal, que só é confirmada pelos exames de amniocentese e amostra do vilo corial. Depois do nascimento, o diagnóstico clínico é comprovado pelo exame do cariótipo (estudo dos cromossomos), que também ajuda a determinar o risco, em geral baixo, de recorrência da alteração em outros filhos do casal. Esse risco aumenta quando a mãe tem mais de 40 anos.


Crianças com síndrome de Down precisam ser estimuladas desde o nascimento, para que sejam capazes de vencer suas limitações. Como têm necessidades específicas de saúde e aprendizagem, exigem assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais.   


*Com informações do Site www.drauziovarella.com.br.