04/10/2017

FDE aguarda solução para impasse de creches em Franca

Estado quer concluir obras, mas Prefeitura tem contratos suspensos

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Creche no Residencial Paraíso está paralisada há meses

A FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação), órgão da Secretaria Estadual da Educação, aguarda solução para impasse que impede a retomada das obras de cinco creches em Franca. No total, as unidades preveem investimento de mais de R$ 8,1 milhões em recursos do Governo do Estado de São Paulo.

Na segunda-feira (2), representantes da Casa São Camilo de Lélis se reuniram com o deputado estadual Roberto Engler (PSDB) e questionaram a razão pela qual as obras da creche do Residencial Paraíso não avançam há meses. A entidade tem interesse especial na unidade localizada naquele bairro porque vai administrá-la depois de concluída.

O parlamentar entrou em contato com a FDE e confirmou, junto à presidência da fundação, que os problemas que envolvem cinco obras em Franca seguem sem solução. “Os recursos estaduais estão reservados, mas os repasses só podem ser feitos se os contratos estiverem válidos”, revelou o deputado Roberto Engler com base nas informações da FDE.

“A Casa São Camilo de Lélis, que já cuida de outra creche em nosso município, abordou a situação da creche no Residencial Paraíso na esperança de que fosse possível resolver, mas, no momento, só o município pode fazê-lo”, disse Roberto Engler

De acordo com a FDE, para a retomada das obras de cinco creches em Franca, é preciso que a Prefeitura, a quem cabe gerenciá-las, revalide os vínculos firmados com a empresa vencedora das licitações. Por sua vez, essa revalidação depende de aval do Ministério Publico. 

Além da creche situada no Jardim Paraíso, as outras quatro unidades paralisadas estão localizadas nos bairros Jardim Cambuí, Jardim Martins/Jardim Eldorado, Parque das Esmeraldas e Residencial São Jerônimo.

Técnicos da FDE visitaram Franca no último dia 2 de agosto e se reuniram com representantes do município e, em seguida, também com membros do Ministério Público, em busca de uma saída para a retomada da construção das creches. Naquela ocasião, tanto o município quanto a construtora demonstraram interesse em resolver o problema. Mais de dois meses depois, no entanto, o impasse permanece.