19/06/2017

Financiamento pode resolver caso da ETE de Barrinha

Nova reunião buscou solucionar impasse que envolve também casas populares

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Katiá, Benedito Braga e Roberto Engler

Diante da falta de recursos do Tesouro Estadual para a conclusão da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) de Barrinha, o financiamento subsidiado dos cerca de R$ 2,5 milhões necessários para concluir a obra pode ser a solução. O tema foi discutido na tarde de hoje (19), na Secretaria Estadual de Recursos Hídricos em São Paulo.

O deputado estadual Roberto Engler (PDDB), o prefeito de Barrinha, Mituo Takahasi, o Katiá (PPS), e os vereadores Aline Cristina de Souza Ubida (PPS) e Benedito Pavan Júnior, o Junin da Van (PV), se reuniram com o secretário Benedito Braga e com o superintendente do Daee (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Ricardo Borsari, e com representantes da Desenvolve SP (Agência de Desenvolvimento Paulista).

O financiamento que pode resolver o problema seria feito por meio da Desenvolve SP. O Governo do Estado de São Paulo arcaria com os valores de juros e reajustes do dinheiro emprestado, ao longo de dez anos de parcelamento. À Prefeitura, caberia uma entrada de 20% no primeiro ano da obra e o pagamento de 108 parcelas mensais.

A proposta foi debatida pelos representantes de Barrinha e do Governo do Estado, mas ainda não é certo que o orçamento do município tenha espaço para acomodar os investimentos necessários. 

Além disso, é preciso confirmar, junto à Cetesb e ao Ministério Público, se a solução do impasse da ETE, com a publicação da licitação para sua conclusão, permitiria a entrega de parte das 296 casas populares que estão sendo erguidas pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), próximo ao bairro Vera Lúcia. Ao menos 150 moradias estão prontas e aguardam a solução da questão ambiental para serem liberadas para as famílias sorteadas. 

“São duas obras que tiveram paralisações, mas as casas estão avançando bem e dependemos da garantia de construção da ETE para que elas sejam entregues à população. O problema é complicado e envolve diferentes órgãos públicos, mas não vamos descansar enquanto não houver uma solução positiva para a população de Barrinha”, afirmou o deputado estadual Roberto Engler.

A Estação de Tratamento de Esgoto de Barrinha está sendo construída em área de 16 hectares, na Vila Recreio, nos fundos do Ginásio Prefeito Jamil Calil. Quando estiver pronta, fará chegar a 100% a taxa de coleta de esgoto doméstico no município e a 60% a taxa de tratamento de resíduos urbanos. Atualmente, o esgoto é despejado no Córrego Jatobá, que atravessa a cidade.