16/12/2016

Projeto dá nome a passarela da Cândido Portinari, em Cristais

Proposta do deputado Roberto Engler homenageia cafeicultor pedregulhense

O deputado estadual Roberto Engler (PSDB) apresentou o projeto de lei 920/2016, que denomina Imperídio de Queiroz passarela da Rodovia Cândido Portinari, em Cristais Paulista. A proposta foi publicada hoje (16) no Diário Oficial e inicia tramitação pelas comissões temáticas da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em fevereiro.

A passarela que deve receber o nome do cafeicultor se localiza na altura do quilômetro 410 da Rodovia Cândido Portinari. “É uma proposta que faz jus à trajetória reta que o senhor Imperídio sempre teve ao longo de sua vida”, ressalta o deputado Roberto Engler.

Imperídio de Queiroz foi o segundo filho de uma família de oito irmãos, sendo quatro homens e quatro mulheres. Filho do Senhor Abílio José Queiroz e Senhora Eutérpia Queiroz, nasceu em 3 de setembro de 1937 no distrito de Igaçaba, em Pedregulho.

Ainda menino, mudou-se com a família para Igarapava. Lá estudou até o terceiro ano do então Ensino Primário e já trabalhava como agricultor desde jovem, com apenas 14 anos, quando arava a terra com junta de bois. Colaborava também com manuseio de gado e no cultivo de arroz, milho e algodão, em terras conquistadas com o trabalho de seus pais.

Aos 24 anos, casou-se com Luiza Nunes Campos Queiroz, com quem teve três filhos. Recém-unidos, o casal se mudou para a Fazenda Ressaca, em Pedregulho, local de propriedade de seu sogro, Juca Campos, e com terras altas, propícias para o cultivo de café. Como resultado, a atividade cafeeira foi exercida por Imperídio pelo próximos anos.

Modelo de caráter para sua família, nutria a fé espírita. Freqüentava o Centro Espírita José Mineiro, em Alto Porã, distrito de Pedregulho e colaborava também com o IMA (Instituto de Medicina do Além), de Franca.

Infelizmente, em fevereiro de 2012, Imperídio de Queiroz veio a falecer em um acidente na Rodovia Cândido Portinari, mesma estrada onde se localiza a passarela que deve levar seu nome. Ao partir, sua disposição solidária ainda ficou registrada uma vez mais: constatado o óbito, seus familiares fizeram doação das córneas, pois sabiam que ajudar o próximo seria de sua vontade.