21/03/2016

Semana da Síndrome de Down está pronta para votação

Proposta do deputado Roberto Engler pretende criar campanha de conscientização

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Roberto Engler é o autor do projeto de lei que cria a Semana da Conscientização da Síndrome de Down

O projeto de lei 361/2013, de autoria do deputado estadual Roberto Engler (PSDB) e que Institui a Semana de Conscientização da Síndrome de Down está pronto para votação na Assembleia Legislativa. A proposta já concluiu sua tramitação pelas comissões temáticas da Casa e aguarda deliberação do Colégio de Líderes para entrar em pauta no plenário.

A Semana da Conscientização da Síndrome de Down seria realizada anualmente, coincidindo com o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado hoje, 21 de março. A campanha teria como objetivo a conscientização e compreensão da disfunção genética e a inclusão da pessoa com Síndrome de Down. 

A proposta prevê que as ações sejam realizadas em parceria pelas secretarias de Educação e Saúde e direcionadas, em especial, aos alunos das redes estadual e privada de Ensino, por meio de palestras e esclarecimentos, a fim de combater qualquer preconceito contra quem tem Síndrome de Down.

 “É preciso que algo que já comprovado fique claro: quem nasce com a alteração genética da Síndrome de Down pode levar a vida normalmente. Não há razão para discriminação. Há, sim, motivos para incentivo e atenção maiores a essas pessoas para superação de eventuais limitações”, disse o deputado estadual Roberto Engler. 

Roberto Engler elaborou a proposta depois de sugestão do vereador francano Adérmis Marini (PSDB), que é autor de matéria semelhante em âmbito municipal.


SOBRE A SÍNDROME DE DOWN*
A Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética causada por um erro na divisão celular durante a divisão embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Não se sabe ao certo por que isso acontece.

O dia 21/3 foi designado como Dia Internacional da Síndrome de Down, porque a data, em inglês, 3/21, remete à trissomia do cromossomo 21. 

Alterações provocadas pelo excesso de material genético no cromossomo 21 determinam as características típicas da síndrome, como olhos oblíquos semelhantes aos dos orientais, rosto arredondado, mãos menores com dedos mais curtos, prega palmar única, orelhas pequenas, dificuldades motoras, atraso na articulação da fala e, em 50% dos casos, cardiopatias. Pode acarretar também comprometimento intelectual e, conseqüentemente, aprendizagem mais lenta.

O diagnóstico da Síndrome de Down pode ocorrer ainda durante a gestação, por meio do ultra-som morfológico fetal para avaliar a translucência nucal, que só é confirmada pelos exames de amniocentese e amostra do vilo corial. 

Depois do nascimento, o diagnóstico clínico é comprovado pelo exame do cariótipo (estudo dos cromossomos), que também ajuda a determinar o risco, em geral baixo, de recorrência da alteração em outros filhos do casal. Esse risco aumenta quando a mãe tem mais de 40 anos.

Crianças com síndrome de Down precisam ser estimuladas desde o nascimento, para que sejam capazes de vencer as limitações que essa doença genética lhes impõe. 

Como têm necessidades específicas de saúde e aprendizagem, exigem assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais. O objetivo deve ser sempre habilitá-las para o convívio e a participação social.


*Com informações do Site www.drauziovarella.com.br.