02/10/2015

Estado deve abrir concurso para diretores e supervisores

Processo seletivo deve preencher cerca de 1,5 mil vagas

A possibilidade de abertura de concurso público para preenchimento de 1,5 mil vagas de diretores e supervisores no quadro estadual da Educação foi uma das novidades resultantes de reunião entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e entidades representativas do Magistério, ocorrida na terça-feira (29). Evolução funcional, precatórios e a situação dos professores temporários foram outros temas que avançaram.

O encontro foi intermediado pelo deputado estadual Roberto Engler (PSDB), com o apoio do presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, deputado Fernando Capez (PSDB). Além de Alckmin e das lideranças da Educação, também participaram da audiência os secretários estaduais da Educação, Herman Jacobus Voorwald, e do Planejamento, Marcos Monteiro.

Em relação ao concurso público, os dirigentes da Udemo (Sindicato de Especialistas de Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo), da Apase (Sindicato dos Supervisores de Ensino do Magistério Oficial no Estado de São Paulo), da Apampesp (Associação dos Professores Aposentados de São Paulo) e do CPP (Centro do Professorado Paulista) explicaram ao governador que o preenchimento das vagas com funcionários efetivos não teria impacto orçamentário, uma vez que esses postos atualmente são ocupados por diretores e supervisores substitutos.

Diante dessa justificativa, Geraldo Alckmin solicitou providências à Secretaria Estadual de Planejamento para que o concurso seja autorizado. 

“Uma boa notícia. A ideia é que os profissionais mais capacitados sejam incorporados à rede e possam desenvolver seu trabalho de forma adequada e eficiente, construindo um relacionamento próximo com as unidades e com as comunidades escolares”, afirmou o deputado estadual Roberto Engler, ao saber da novidade.

O governador solicitou também, ao secretário Marcos Monteiro, que sejam realizados estudos sobre a Evolução Funcional Acadêmica, direito dos professores que teria baixo impacto financeiro-orçamentário. Além disso, comunicou que é objetivo do Governo do Estado zerar o déficit estadual com precatórios até 2020. Cerca de R$ 5 bilhões devem ser liberados com essa finalidade já nos próximos dias.

Alckmin ainda falou sobre o envio de projeto de lei à Assembleia Legislativa com o intuito de regularizar a “quarentena” (afastamento de 180 dias a cada três anos contínuos de exercício contínuo) dos professores eventuais - o projeto de lei complementar 51/2015 deu entrada na Assembleia ontem (1º).

Outro ponto solicitado pelas lideranças do Magistério, o reajuste salarial, por enquanto não avançou. Dada a complicada situação do Brasil e do estado de São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes informou que nenhuma das categorias poderá receber reajuste salarial no momento. Em contrapartida, sinalizou que, tão logo a economia se recupere, os professores serão os primeiros a receber reajustes.


Com informações do site da Udemo e da Secom/CPP