12/07/2013

Cogestão da Santa Casa deve ser prolongada

Regime atual será mantido até queda de últimos obstáculos para estadualização

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Giovani Guido Cerri e Roberto Engler

Segundo informações obtidas pelo deputado estadual Roberto Engler (PSDB) junto ao secretário estadual de Saúde, Giovanni Guido Cerri, a cogestão da Santa Casa de Franca, com participação do Estado, da Prefeitura e da diretoria do próprio Complexo Hospitalar, deve ser prolongada por pelo menos 60 dias. A medida servirá para estabelecer acordo que permita a estadualização do hospital.


O deputado Roberto Engler esteve com o secretário Giovani Cerri na última quarta-feira (10). O titular da pasta estadual da Saúde afirmou que os resultados obtidos ao longo de cerca de quatro meses de gestão compartilhada da Santa Casa foram positivos e reiterou que o provável caminho do hospital é a estadualização. Ceri estimou que, em cerca de dois meses, um acordo para que o Governo do Estado assuma o hospital possa ser fechado. 


Como o contrato de cogestão está prestes a vencer, uma renovação nos mesmos moldes do que ocorreu no primeiro semestre deve ser necessária. Ainda não está certo se o prazo adicional seria de 60 dias ou se poderia se estender um pouco mais, até dezembro.


“O secretário aprova o trabalho que tem sido feito na Santa Casa de Franca, sob a cogestão e com importante participação do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB). Ele voltou a falar da intenção da estadualização como meta, mas disse também que há obstáculos para finalizar esse processo agora em julho”, revelou o deputado Roberto Engler.


Administrada em regime de cogestão desde março deste ano, a Santa Casa de Franca eliminou déficit mensal de por volta de R$ 2,5 milhões e ainda conseguiu abater parte de sua dívida, com valor atual próximo de R$ 49 milhões. 


O apoio do Governo do Estado tem sido administrativo e também financeiro. No primeiro semestre, a Santa Casa de Franca recebeu aporte adicional de R$ 10 milhões. “A Santa Casa, o Hospital do Câncer e o Hospital do Coração voltaram a atender quem mais precisa e o fantasma dos cortes desapareceu. É isso que tem sido fundamental nessa transição que deve levar à estadualização”, ressaltou Engler.